ESTUDO DE CASO: Rio de Janeiro e Maranhão
Escrito por REGINALDO DOS SANTOS AURESLINO em 16/10/2017
Cena 1: Um policial militar caminha pela periferia do Rio de Janeiro, de longe ele é ridicularizado por alunos que supostamente estão estudando em uma das escolas públicas do Estado do RJ
Cena 2: Uma criança no Maranhão reclama por não possuir uma escola decente: sem banheiro, sem carteira, as cadeiras ferem quem se senta nelas e a construção é precária: barro e palha
DESIGUALDADE E FALTA DE OPORTUNIDADE
Há aproximadamente dez mil anos, os seres humanos, de modo geral, deixaram de ser nômades. Aprenderam a agricultura e se tornaram sedentários. Abrindo mão de sua liberdade a favor da comunidade, deixamos de fazer coisas que antes fazíamos quando éramos nômades: andar nu, fazer o que bem quisesse no espaço de vivência, caçar, plantar e pescar livremente sem pensar em coisas como propriedade, posse e exclusividade.
Abrimos mão de nossa liberdade e transferimos a responsabilidade de controlar a sociedade para um ente maior e mais estruturado: o Estado.
Em nome da defesa da paz coletiva, permitimos ao Estado ou governo portar armas, regular o que é certo ou errado com base em um consenso, algumas pessoas se reúnem e decidem o que é bom ou ruim para a maioria.
São atribuídas uma série de tarefas ao Estado, suprir a carência de energia, a coleta de lixo, a segurança, o calçamento de ruas entre outras tarefas e obviamente, esse estado executa mal ou deixa de executar algumas dessas tarefas .
Em ambos os casos que verificamos, há um vazio de poder, no Maranhão o Estado inexiste, ele não siupore as necessidades mínimas do povo. Já no Rio de Janeiro o Estado só existe na hora de punir o cidadão, cabendo ao crime organizado desempenhar papéis de assistêrncia social e de segurança. Duas realidades distintas que tem o mesmo problema em comum: Estão se desenvolvendo sociedades paralelas ao Estado, anônimas para a administração oficial, no entanto, muito reais para os moradores do local.
É importante salientar que enquanto o Rio de Janeiro é o segundo mais rico estado da Federação, o Maranhão é o 17.º, enquanto um Estado é rico e sua prioridade não é investir em educação de qualidade o outro Estado chega onde o estado oficial não vai, mas a população implora por o mínimo possível e esse poder paralelo supre, mesmo que minimamente, as atribuições do estado oficial. .
Até quando iremos investir muito em policiamento, em armas, e investir pouco na educação?
São perguntas que a mentalidade burguesa dos administradores ainda não se preocupou em responder. Enquanto eles estiverem vivendo em condomínios fechados e sobrevoarem de helicópteros os céus do Brasil estarão seguros, está tudo sob c onbtrole.
A desigualdade social é muito grande, essa sociedade não irá se sustentar seguindo esse modelo de consumo e produção baseada nos poucos que possuem tudo e na imensa maioria que não possui nada.
Por fim vale ressaltar: ambas as situações envolvem exclusão social e preconceito.
1 - Qual a sua opinião? Como iremos resolver esses problemas, tanto do Maranhão como do Rio de Janeiro?
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